Os dados constam na Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) esta semana. De acordo com o economista Robespierre do Ó, fatores como redução de oferta, sazonalidade e questões logísticas influenciaram nos preços dos produtos que apresentaram alta nos recortes analisados pela pesquisa.
No caso do tomate, houve também variação positiva no comparativo com março deste ano (de 4,91%), além do recorte dos últimos 12 meses (aumento de 9,40%). O feijão teve aumento no comparativo entre abril e março de 2026, de 4,47%. Segundo a pesquisa, entre março e abril, além do tomate e do feijão carioca, outros sete produtos tiveram aumento nos preços médios em na capital potiguar: leite integral (3,66%), carne bovina de primeira (3,61%), banana (2,31%), açúcar cristal (2,13%), óleo de soja (0,34%), farinha de mandioca (0,30%) e pão francês (0,27%).
Já no recorte do primeiro quadrimestre do ano, o aumento foi registrado ainda nos seguintes produtos: banana (14,04%), leite integral (6,03%), carne bovina de primeira (2,38%) e pão francês (1,82%). Na contagem dos 12 meses, os aumentos foram observados no pão francês (3,57%), carne bovina de primeira (3,57%), banana (2,71%) e leite integral (1,40%), além do tomate e do feijão carioca. A cesta básica é composta por 12 itens.
A aposentada Francinete Santos afirmou que o aumento de preços é sentido no bolso, mas não há como abrir mão dos produtos. “O quilo do tomate está custando R$ 13. É muito caro. Mas vou levar mesmo assim. Tem muita coisa com valor alto, mas a gente não pode deixar de comer”, disse.




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